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Este blogue foi criado no âmbito da unidade curricular - Educação e Internet, do 2º ano da Licenciatura em Educação da Universidade Aberta

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ano lectivo
20090/2010

Ficha de leitura: Comunidades Dinâmicas Para o Aprendizado na Internet, por Maria Lucena1
Ideias principais da autora: Refere a importância da internet para a formação do conhecimento no que concerne à rapidez, com propósitos mais vastos do que qualquer outro recurso tecnológico até agora usado.
Defende o benefício do aprendizado nas comunidades dinâmicas que a internet proporciona, pois a cooperação e a colaboração, as experiências e os conhecimentos de todos, incluindo os professores, são uma mais-valia. Apoia a mudança dos modelos educacionais para o modelo (a meu ver) de Educação Aberta e a Distância em regime e-learning, que tem resultados imediatos no aprendizado o que é fundamental.
Apresenta este estudo com o objectivo de perceber como estas comunidades funcionam, quais os requisitos necessários para o sucesso do seu funcionamento e recomenda alguns tópicos para a sua organização numa base do paradigma construtivista e do desenho instrucional.
Teorias/autores em que a autora se apoia -Desenho Instrucional (Win, 1993), desenvolvido com controle, estratégias e métodos específicos para atingir determinados objectivos educacionais, deve ser reexaminado de acordo com os inumeráveis recursos que a Internet passou a proporcionar ao processo de ensino e aprendizagem.1
-Movimento construtivista, por pressupostos da teoria sócio-histórico-cultural de Vygostsky (1987), encoraja os professores a dominarem o processo instrucional e a adaptarem os seus métodos de trabalho e os objectivos a serem atingidos à demanda dos seus alunos.1
-Comunidades de aprendizagem, segundo Wilson (1997), onde grupos de pessoas interagem dinamicamente, se organizam e se apoiam mutuamente, com um determinado objectivo preestabelecido, ou para cumprir uma determinada tarefa de comum acordo.1
-Comunidade Dinâmica para o Aprendizado, apresentada e defendida pelos teóricos construtivistas Scardamalia & Bereiter (1994), nela, todos os membros do grupo partilham controle e ideias e todos aprendem com as experiências e conhecimentos de todos, incluindo o professor.1
-Incentivo ao trabalho cooperativo, Lerner (1993), Clunie & Lima (1996)
- Compreensão do comportamento em grupo segundo Cole & Nast-Cole (1992)
-Ancona (1987) explica como grupos podem existir em diferentes dimensões psicológicas.1
-Marca & Block (1992), defende a existência de tipos de grupos: formais e informais, centralizados e descentralizados, estruturados e não estruturados, orientados para o trabalho ou para actividades sociais, dentre outros.1
Desenvolvimento da proposta da autora A internet veio proporcionar a facilidade de ir ao encontro da informação, do conhecimento e da formação, de forma rápida. Na educação para que realmente se obtenham benefícios deste recurso, é necessário que exista cooperação interdisciplinar, partilha de conhecimento, socialização e especialização1.
A partir do momento em que se tem acesso a um espaço ilimitado, que são “famosos WWW” com informação disponível na internet, ultrapassando as paredes das salas de aulas, tornou-se difícil manter professores e alunos aos limites dessas mesmas salas de aulas. Assim, passamos para as Comunidades Dinâmicas para o Aprendizado. A natureza destas comunidades têm normas definidas para que os resultados sejam bem sucedidos, a ver:
-Distribuição de controle de resultados da aprendizagem1: todas as decisões são tomadas em conjunto, o que se aprender e como se aprende, numa perspectiva de partilha, cooperação e colaboração entre alunos e alunos professor. A comunidade é um todo (os membros), e não um membro individual.
-Compromisso com a Geração e compartilhamento do Novo Conhecimento1: A partilha e a cooperação de conhecimento do e no grupo é o mais importante, todos aprendem, mesmo aqueles que superaram os temas, aprendem através da interacção com os restantes membros.
-Actividades de Aprendizado Flexíveis e Negociadas1: A participação nas actividades de aprendizagem nos projectos cooperativos são uma mais-valia na aprendizagem através da internet, no entanto só alguns se repetem com regularidade, esses que são escolhidos oferecem um ambiente aberto para a renovação do conhecimento e são enriquecidos pela partilha e adopção de investigações anteriores.1
-Membros Autónomos da Comunidade1: Os membros discutem entre si as suas investigações em espaço próprio onde tomam as próprias decisões e discutem as várias investigações, dialogando, interagindo e colaborando entre si. Da informação partilhada nasce e constrói-se o novo conhecimento.
-Incentivo ao Trabalho Cooperativo
Comentário crítico
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Bibliografia:
1 Comunidades Dinâmicas Para o Aprendizado na Internet, Marisa Lucena - Doutora em Educação e Informática (COPPE/Sistemas/UFRJ), Pesquisadora do CNPq, Coordenadora Nacional do Projecto Kidlink no Brasil/PUC-Rio, Directora do Instituto Kidlink de Pesquisas

terça-feira, 8 de junho de 2010

Internet e Educação

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Comunicação, Cooperação e Colaboração

Ouve-se cada vez mais falar na colaboração e cooperação nos meios de ensino. O construtivismo social valoriza a negociação da construção de sentido com os outros (Bonk&Cuningham, 1998; Jonassen e tal, 1995; von Glasersfels, 1996). Neste contexto a internet reforça entre os aprendentes (e não só), o sentido de colaboração, cooperação, comunicação e dinâmica, com o objectivo de favorecer as aprendizagens e conhecimento colectivos. Os intervenientes beneficiam com a cooperação e colaboração do grupo e, apoio do professor no que concerne à aquisição de conhecimento e competências.
Actividades como a WebQuest – Caça ao Tesouro, entre outras, é exemplo de como, contribuir para estimular a interacção entre os membros de um grupo, a negociação da aprendizagem a decorrer e a responsabilidade do trabalho a realizar. Estas actividades têm como objectivo o trabalho colaborativo, implicando uma interacção constante entre os sujeitos, passando a cooperativo, que num ou noutro trata de “trabalhar com”, residindo a diferença no modo como todo o programa se desenvolve.

Conceber e organizar um Contexto de Aprendizagem Online

A presença do professor começa por ser notada aquando, da concepção e estruturação do conteúdo do curso, das actividades e da grelha de avaliação.
O papel do professor do ensino online eficaz, prevê a negociação das actividades e conteúdos de modo a compensar necessidades únicas de aprendizagem. Deve motivar, dirigir e auxiliar a aprendizagem, incentivando o estudo independente e a construção da comunidade de estudo. Concebe um conjunto de actividades cujos conteúdos do conhecimento possam ser explorados devidamente, e que promovam formas diversificadas de avaliação formativa que respondam às necessidades e ambições dos alunos, dentro da sua diversidade.
O professor propõe prazos de elaboração e entrega de trabalhos de grupo e de projecto dos alunos, de modo a fomentar a interacção, sendo esta função preponderante e promotora de coordenação da concepção e do desenvolvimento de um curso formal online e um processo importante para criar e manter a presença de ensino.

O processo de ensino num contexto de aprendizagem online

Este processo prevê a criação de comunidades educativas online. A aprendizagem e o ensino numa atmosfera online, é idêntica ao que figura em muitos aspectos, no ensino formal, ou seja, as necessidades dos alunos bem como as aprendizagens são avaliadas, os temas são negociados e estabelecidos entre outros parâmetros definidos.
O ponto fulcral deste tipo de ensino, é a capacidade de interacção em tempo e locais diferentes entre a comunidade estudantil e professores.
Os conteúdos didácticos poderem ser explorados em vários contextos dos média.
A facilidade de, através da internet, podermos ter acesso a um vasto leque de informação e recursos, que anteriormente só seria possível em grandes bibliotecas de investigação, é factor bastante atractivo para todos aqueles que, sendo trabalhadores-estudantes e pais de família, podem estudar a partir dos seus lares ou de outros locais em qualquer parte do mundo, à distância de um clique.